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As 7 Ferramentas da Qualidade: Como Reduzir Custos e Variabilidades




Antes de iniciarmos qualquer assunto relacionado as ferramentas da qualidade devemos antes abordar o conceito de qualidade. Em termos gerais, podemos dizer que qualidade é adequação ao uso, é a conformidade às exigências. Essa definição é dada pela ISO (International Standardization Organization), responsável pelas normas de qualidade em diversos setores no mundo inteiro.

Entretanto, a qualidade é um atributo perceptual, condicional e subjetivo. Podemos perceber a necessidade de se estar mais próximo de seus clientes ao longo dos últimos anos. Dentro de um processo podemos ter clientes internos e externos, como os consumidores, produtores e equipes de suporte. Na visão de quem produz, devemos atender à especificação do cliente, quais são suas necessidades, através do processo denominado VOC – Voz do cliente. Entendendo assim o que pode ser aceito, qual a tolerância e os limites de especificação.

Antes de listarmos as 7 ferramentas da qualidade mais conhecidas, podemos falar sobre os processos, pois são através dos processos, e seu controle estatístico, que podemos atender as especificações dos clientes. Mas o que é um processo? Processo é a combinação de equipamentos, insumos, métodos ou procedimentos, condições, pessoas e informações com o objetivo de fazer um produto ou prestar um serviço.

As sete ferramentas da qualidade é uma designação dada a um conjunto fixo de técnicas gráficas, identificadas como sendo úteis na solução de problemas relacionados à qualidade.

  • Fluxograma: Representação gráfica de todos os passos de um processo. Serve para descrever e estudar um processo atual ou planejar etapas de um novo, verificar como as etapas estão relacionadas entre si, treinar os funcionários e, principalmente, identificar gargalos, folgas e retrabalhos (Fábricas ocultas).

Através da identificação de gargalos e retrabalhos, podemos perceber onde ocorre o maior número de defeitos dentro do processo, tendo como benefício a redução de custos e a evolução do processo. Quer saber um pouco mais sobre mapeamento de processos? Consulte https://www.jreng.net/mapeamento-e-otimizacao .

  • Folha de verificação: Formulário usado para facilitar a coleta e registro dos dados, no qual os itens a serem examinados já estão impressos. Essa ferramenta facilita a coleta dos dados e a sua organização.

Antes de criarmos uma folha de verificação, devemos definir o objetivo da coleta de dados, estabelecer o título, campos de registro, instruções para o pessoal e realizarmos um pré-teste. Importante ressaltarmos que essa ferramenta da qualidade é ótima para estratificação dos tipos de defeito que mais ocorrem dentro de um processo. Aliando essa ferramenta ao fluxograma podemos identificar cada vez mais as melhorias que podem ser feitas com o objetivo de reduzirmos os custos dentro de uma linha de produção, ou em um escritório de atendimento, ou seja, tudo o que possui variáveis de entrada e saída. Consulte https://www.jreng.net/nucleo-producao se quiser saber mais sobre melhorias em seu negócio.

  • Estratificação: Agrupamento de dados sob vários pontos de vista, de modo a focalizar a ação. (Werkerma, 1995). É uma ferramenta que utilizamos para observar, analisar e melhorar resultados. Através da identificação, registro de condições e fatores associados ao processo.


No exemplo acima, podemos ver uma indústria que produz molas de aço, tendo a dureza como principal fator de qualidade. Podemos observar que o LES (Limite de especificação superior) é 435HB, e o limite de especificação inferior (LEI) é de 370 HB. Tudo que está dentro desse intervalo é considerado como aceitável pelo cliente, como vimos anteriormente, a questão da qualidade de cada produto ou serviço está conectado com a necessidade do cliente. Mas como reduzir custos utilizando essa ferramenta? Se o cliente pediu especificamente por uma dureza inferior na qual você está entregando seu produto, se atente ao processo, seu produto final pode estar sendo super processado (TIMWOODS) e por consequência um gasto maior está sendo exercido para que se alcance tal propriedade mecânica (Dureza). Entretanto se você está entregando peças com dureza inferior ao LEI, você pode estar perdendo dinheiro com retrabalho e rejeição de lotes. Quer saber mais sobre os principais desperdícios encontrados nas empresas? Acesse o nosso blog, lá você vai encontrar conteúdos sobre Lean Six Sigma e os TIMWOODS.

  • Pareto: Gráfico de barras verticais que evidencia a priorização de temas. O princípio de Pareto pode ser atribuído ao sociólogo e economista Italiano Juran. Neste princípio, mais conhecido como o 80/20, podemos observar que um problema pode ser atribuído a um pequeno número de causas.

Ferramenta essencial para quem deseja concentrar esforços sob maiores ganhos. Podemos utilizar o Pareto, principalmente, como ferramenta de priorização em diversas áreas da sua empresa. O contato com os clientes através de pesquisas de satisfação e estratificação dos seus dados pode ajudar você também a entender o que os seus clientes dão valor ao escolher a sua marca, ou porque querem determinado tipo de produto, ajudando você cada vez mais a caminhar lado a lado com ele. Como Juran mesmo disse, o conceito de qualidade é nada mais que o “Desempenho do produto que resulta na satisfação do cliente”. Análises mercadológicas de satisfação com os clientes, podem ajudar você e sua empresa a concentrarem seus esforços nos maiores ganhos. Se quiser saber mais sobre análises de mercado, consulte https://www.jreng.net/analise-de-mercado .

  • Diagrama de Ishikawa: Diagrama de espinha de peixe, como é popularmente conhecido. O diagrama de Ishikawa é uma técnica bastante usada para maximizar a geração de ideias provenientes de um grupo de pessoas. São geralmente relacionadas com as causas ou soluções de um problema. Relaciona fatores (causas) envolvidos na produção de uma característica (efeito). Muito usada para apresentar relação existente entre um resultado de um processo e os fatores do processo que podem afetar o seu resultado. Ishikawa ficou famoso pode definir que as principais prováveis causas de variabilidade de um processo podem estar associadas a 6 principais tipos de fatores, os 6Ms: (Medida, Máquina, Mão de Obra, Matéria Prima, Meio Ambiente, Método)


Identificar as principais variabilidades no seu processo pode te ajudar a reduzir seus custos de maneira drástica. Quer saber mais sobre qual fator afeta a variação do seu processo? Consulte e leia um pouco mais sobre o nosso núcleo da produção, https://www.jreng.net/nucleo-producao.

  • Histograma: Gráfico de barras no qual o eixo horizontal, em pequenos intervalos, apresenta valores assumidos por uma variável de interesse. Serve para a visualização da distribuição do conjunto de dados, a localização do valor central e qual a dispersão da amostragem. Muito utilizado para agrupamento e visualização dos dados de uma linha de produção, ou sobre os principais horários que os clientes visitam a sua loja por exemplo. Essa ferramenta pode te ajudar a ter um panorama mais geral sobre seus dados e sua tomada de decisão.

  • Diagrama de dispersão: Gráfico utilizado para visualização do tipo de relação existente entre duas variáveis. Aumento da eficiência de métodos de controle de processo, detecção de problemas e planejamento de ações de melhoria são algumas das aplicações dessa ferramenta gráfica. Basicamente coletamos pares de observações (x, y), plotamos o gráfico xy e analisamos.


Ele permite a verificação de pontos outliers (Pontos fora da curva). Devemos ficar atentos à existência de correlação entre as variáveis, pois isso nem sempre pode indicar uma relação de causa e efeito entre elas.



Nos aspectos gerais, podemos observar que as 7FQ são ferramentas utilizadas para tomada de decisão e priorização. Fica evidente que, ao aplicarmos alguma dessas ferramentas, alguns pontos de melhoria serão identificados, isso pode ser aplicado no seu negócio para redução de custos e desperdícios. Quer saber mais como implementar melhorias dentro do seu processo? Agende um diagnóstico gratuito com a Jr. Eng.



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