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Erre, mas erre rápido

Você já ouviu aquela famosa frase atribuída a Abraham Lincoln que diz: “dê-me seis horas para derrubar uma árvore e passarei as quatro primeiras afiando o machado”?


Pois é, a frase sofre diversas alterações dependendo de que a fala e não há evidências concretas de que o 16º presidente dos EUA teria dito esta sentença; no entanto, partindo do pressuposto que ele a disse, a minha ideia não é refuta-lo, tampouco dizer que estava errado, porém, esta sentença esquece de um pequeno detalhe: a existência de erros no planejamento.


Como assim? Imagine que você realmente ficou as quatro horas afiando o machado, portanto, restam-lhe duas horas para cortar a árvore, mas você acidentalmente afiou o machado de maneira equivocada e basicamente agora só lhe restam duas horas para cortar uma árvore com um machado que não corta, você perdeu quatro horas.

Certo, e o que fazer? Não se engane, o planejamento estratégico é de suma importância para realizar coisas novas e/ou incertas, e agir sem se planejar é o maior erro que você pode cometer, afinal, machado que não está afiado não corta nenhuma árvore. Assim sendo, o ideal é se planejar, no entanto, é entender que sua estratégia está suscetível a erros e imprevistos que devem ser consertados.


Dito isso, partimos para a uma estratégia enxuta, em que você pode se planejar, mas não ficar preso a este planejamento. Eric Ries aborda este tipo de estratégia em seus dois livros, “A Startup Enxuta” e “O Estilo Startup”, com o ciclo construir-medir-aprender, que visa fazer o famoso “errar rápido e corrigir rápido”.



Não se engane pelo nome, o termo “Startup”, segundo o autor, é muito mais abrangente do que fintechs; dito isso, vamos ao ciclo:


Primeiro partimos de um “ato de fé”, que é partir de um pressuposto que achamos viável ao projeto (por exemplo, partimos do pressuposto de que afiar o machado de cima para baixo é mais eficiente); depois disso, realizamos um “Produto Mínimo Viável” (MVP), que é um protótipo do que queremos testar (assim sendo, ao invés de afiarmos o machado de cima para baixo por quatro horas, o fazemos por trinta minutos e em seguida, dedicamos mais trinta minutos para cortarmos a árvore), e depois destes dois passos, que englobam a ideia inicial e a parte de construção, vamos às seguintes partes do ciclo.


Depois de construído o produto, precisamos medir a eficiência dele (afinal, o corte da árvore foi efetivo da maneira que esperávamos?), e com isso, coletamos os dados do que acabamos de realizar. Por fim, nós aprendemos com os erros e com os acertos que cometemos, uma vez que nossa hipótese foi testada e validada ou refutada (afiar o machado deste modo foi eficiente? Quais problemas encontramos em afiarmos o machado com esta técnica?). Este ciclo se repete diversas vezes, até encontrarmos a maneira ideal de afiarmos o machado e de cortarmos a árvore.


A ideia é simples: planeje, execute e tire conclusões, uma vez que da mesma maneira que machado que não está afiado não corta uma árvore, um machado que foi afiado de maneira equivocada por quatro horas, não corta uma árvore em duas.


Escrito por : Pietro Reinoso - Presidente Jr. Eng 2020

Fontes: A Startup Enxuta – Eric Ries

O Estilo Startup – Eric Ries


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